Foi sim em uma pequena estação de trem.  Da década de 20, para ser mais precisa. Foi construída pelo bisavô, para que as crianças da fazenda esperassem pelo trem que as levava para a escola. Não havia estradas naquela época. O avô nasceu bem ali e, dali, nunca saiu.  A avó escolheu as cores, plantou as flores e cuidou. O trem ainda passa, uma maria-fumaça cheia de lembranças. Na janela, um pé de araçá, hortênsias e manacás no entorno.  Da casa vem cheiro de café recém passado. O cheiro de bolo também é comum. Depois de muitas andanças, a moça voltou ao lugar em que nasceu, atraída pela promessa de uma vida mais simples, bela e feliz. Na pequena estação, instalou uma filial do seu universo colorido. Em meio a esse encanto vindo de outros tempos, nasceu Tereza Põe a Mesa e o seu sonho de levar a todos os lares, e lugares, a beleza e um olhar de amor para o que realmente importa na vida.